O QUE É O RISCO PAÍS ?

18 07 2007

Sempre escutamos o pessoal dizer que o Risco País ou Risco Brasil é isso  ou é aquilo, e muitas vezes não sabemos o que realmente se trata então para quem queira saber um pouco mais segue a reportagem abaixo.

Boa leitura

O que é o risco país?

            A expressão “risco país” entrou para a linguagem cotidiana do noticiário econômico, principalmente em países que vivem em clima de instabilidade, como o Brasil e a Argentina. O “risco país” é um indicador que tenta determinar o grau de instabilidade econômica de cada país. Desta forma, se tornou decisivo para o futuro imediato dos países emergentes. A seguir, estão enumerados alguns pontos básicos que facilitam o entendimento desse conceito, que vem tendo cada vez mais destaque.

O que é exatamente o risco país?

            O risco país é um índice denominado Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+) e mede o grau de “perigo” que um país representa para o investidor estrangeiro.
            Este indicador se concentra nos países emergentes. Na América Latina, os índices mais significativos são aqueles relativos às três maiores economias da região: Brasil, México e Argentina.
            Dados comparativos de outros países – como Rússia, Bulgária, Marrocos, Nigéria, Filipinas, Polônia, África do Sul, Malásia e outros – também são considerados no cálculo dos índices.

Quem é responsável pelo cálculo do índice?

            O risco país é calculado por agências de classificação de risco e bancos de investimentos. O banco de investimentos americano J. P. Morgan, que possui filiais em diversos países latino-americanos, foi o primeiro a fazer essa classificação.

Que variáveis econômicas e financeiras são consideradas no cálculo do índice?

            O J. P. Morgan analisa o rendimento dos instrumentos da dívida de um determinado país, principalmente o valor (taxa de juros) com o qual o país pretende remunerar os aplicadores em bônus, representativos da dívida pública.

            Tecnicamente falando, o risco país é a sobretaxa de se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do Tesouro dos Estados Unidos, país considerado o mais solvente do mundo, ou seja, o de menor risco para um aplicador não receber o dinheiro investido acrescido dos juros prometidos.

Como se determina essa sobretaxa?

            Entre outros, são avaliados, principalmente, aspectos como o nível do déficit fiscal, as turbulências políticas, o crescimento da economia e a relação entre arrecadação e a dívida de um país.

Como se expressa o risco país?

            Em pontos básicos. Sua conversão é simples: 100 unidades equivalem a uma sobretaxa de 1%.

Concretamente, o que significa este índice para os investidores?

            É um orientador. O risco país indica ao investidor que o preço de se arriscar a fazer negócios em um determinado país é mais ou menos elevado.

            Quanto maior for o risco, menor será a capacidade do país de atrair investimentos estrangeiros. Para tornar o investimento atraente, o país tem que elevar as taxas de juros que remuneram os títulos representativos da dívida.

E quais os efeitos para a economia ter o país classificado como “risco perigoso”?

            As principais conseqüências são um retração do fluxo de investimentos estrangeiros e um menor crescimento econômico, o que acaba acarretando um aumento do desemprego e salários menores para a população.





COMPARATIVO

18 07 2007

Vejam os gráficos abaixo,  é um comparativo entre o crescimento da Bovespa, Dow Jones e as ADRS da Petro4 (PBR.A) e Vale5 (RIO), notem que a valorização da RIO é que está fazendo essa alta da Vale5 e sem sinalizações de reversão, bem como a defasagem do crescimento entre a DJ e Bovespa, e em relação a petro4 realmente algo possa estar para acontecer.

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Os feiticeiros do Mercado – Larry Hite

8 07 2007

Larry Hite é o exemplo do indivíduo que levou algum tempo a descobrir qual era o seu verdadeiro interesse – mercados financeiros. Antes de fazer do trading o seu sustento, desempenhou inúmeras profissões, desde ator a argumentista. Certo dia, ouviu H. L Hunt a explicar, em um programa de rádio, como havia feito a sua fortuna comprando opções de compra. A escolha de opções como instrumento financeiro possibiliva a obtenção de avultados lucros, com risco mínimo. Nessa mesma noite, Hite conheceu Brian Epstein, o “manager” dos Beatles. Ao lembrar-se das declarações de Hunt, Hite deu consigo a pensar: “Aqui está uma profissão (empresário de grupos de música), que tem potencia de gerar muito dinheiro com investimento mínimo.” A partir daí dedicou-se a esta profissão, mas mais uma vez, o seu sucesso foi limitado.

A pergunta que ocorre imediatamente é: “Como é que um ator-argumentista-empresário de bandas acaba como trader?” O seu interesse pelos mercados financeiros nasceu na universidade. Um dos seus professores apresentava em certa aula, os diversos instrumentos financeiros. Depois de falar dos mercados acionista , introduziu o mercado de futuros da seguinte forma: «Bem, agora chegamos ao mercado mais louco de todos – o mercado de “commodities” (na altura sinonimo de mercado de futuros) – é “constituído” por pessoas que pagam 5% (as margens) do valor do ativo e a maior parte dessas pessoas pede dinheiro emprestado para o fazer.» Ao contrário da maioria dos seus colegas, Hite não se riu após esta frase e achou que a ideia fazia todo sentido. Em 1968, depois de anos a saltar de carreira em carreira, decidiu dedicar-se à transação de futuros. No entanto, nada sabia sobre mercados financeiros e decidiu começar como corretor. Logo na primeira entrevista de emprego, deparou-se com um interlocutor que declarou que a firma só comprava “blue chips”. Na altura não estava familiarizado com o conceito, mas quando soube que se tratava da mais cara ficha do casino de Monte Carlo e que se atribuía esse nome às ações das mais sólidas empresas, deitou fora o livro “Principles of Security Analysis” (considerado por muitos a bíblia do analista de ações) e comprou “Beat the Dealer”. Ficou, desde então, com a ideia que o investimento com sucesso era apenas uma questão de probabilidades e que se fosse possível descobrir essa probabilidade, poder-se-iam encontrar métodos de bater o mercado. De acordo com o entrevistado, isto acontece porque os mercados são ineficientes. Ironicamente, Hite afirma que toda a gente que conhece que acredita no contrário, é pobre.

Este excepcional trader acredita piamente no trading computorizado e confia plenamente no sistema que desenvolveu. Confrontado com perguntas do genero “Não é chato estar à espera dos sinais?”, responde simplesmente “Não transaciono por excitação, transaciono para ganhar”. Larry Hite é um trader que privilegia a gestão do risco e não a gestão de ativos, isto é, não importa qual o mercado que está a transacionar, mas sim o risco. É indiferente transacionar café, petróleo, ouro, ações, milho, câmbios ou carne de porco; Hite apenas transacciona dinheiro, não mercados. As principais regras pelas quais se rege e cumpre sempre são:

1 – Respeitar sem qualquer dúvida os sinais do sistema de trading e apenas arriscar perder 1% do dinheiro investido (i.e. coloca a stop de proteção a 1% do preço de compra). Ao arriscar 1%, Hite fica indiferente a qualquer transação individualmente.

2 – Nunca ir contra a tendência.

3 – Diversificar, quer em termos geográficos, quer em termos de ativos transacionados, quer em termos de período (usar diferentes sistemas conforme a perspectiva temporal do investimento).

4- Nunca transacionar em mercados muito voláteis.

Hite resume a sua postura utilizando uma analogia com um semáforo:
Sinal verde: todos os sinais são transformados em transações;
Sinal amarelo: liquidam-se algumas posições de acordo com os sinais, mas não se abrem novas posições;
Sinal vermelho: liquidam-se automaticamente todas as posições e não se abrem novas posições.

Hite ilustra com um exemplo: Em 1986, quando o café subiu de 1.30 para 2.80 dólares/bushell e recuou novamente para 1 dólar, Hite liquidou a sua posição longa durante a subida do preço quando o bushell de café cotava nos 1.70 dólares e ficou fora do mercado o resto da subida e toda a descida do preço. Apesar de ter perdido algum lucro adicional, estar fora do mercado em situações análogas, permitiu que a sua empresa, a Mint Investment Management Company, mantivesse um apertado controle do seu risco. Esta postura avessa ao risco, permitiu que a Mint registasse entre Abril de 1981 e Junho de 1988 um retorno médio anual superior a 30% (+13% no mínimo e +60% no máximo). A maior perda num período de 6 meses (qualquer) foi de 15% e a sua maior perda num período de 12 meses (qualquer) foi de apenas 1%. Em termos absolutos, a Mint iniciou a gestão de um fundo de futuros com 2 milhões de dólares. Sabemos hoje que este fundo chegou a ultrapassar os mil milhões de dólares. Hite acredita que é essencial respeitar o risco e nunca ir contra o mercado. Conta duas histórias sobre pessoas que conheceu que não o fizeram e que se arrependeram. Tinha um amigo que conseguiu fazer uma fortuna como arbitragista e que comprou um palácio em Inglaterra. A partir de então instalou-se e dedicou-se ao trading, tendo desenvolvido um sistema. Certo dia, em uma conversa com Hite afirmou: “O meu sistema de trading indicou  um sinal de venda em ouro, mas não me parece correto e não vou respeitá-lo; de qualquer forma, metade dos sinais que o sistema dá estão errados, portanto…”. Hite instou-o a encerrar a posição, o que não fez, tendo até incrementado a posição longa. Perdeu tudo o que tinha ganho e nunca mais transacionou na vida. Outro exemplo do perigo que há em não respeitar os sinais é o de um primo. Esse primo transformou 5,000 dólares em 100,000 dólares a transacionar opções. Hite perguntou-lhe, certo dia, como tinha conseguido. “É muito fácil”, respondeu, “compro uma opção e quando sobe vou incrementado a posição. Se o preço baixar, só liquido a posição quando volta ao preço original”. Hite respondeu-lhe que a sua estratégia não iria resultar no longo prazo. Tinha razão…

 





AGENDA DO INVESTIDOR

1 07 2007

Pessoal visitem o link abaixo para verificar a agenda para a próxima semana

http://web.infomoney.com.br/investimentos/acoes/agenda/