PARA QUEM UTILIZA O METASTOCK

28 08 2007

Amigos leitores para quem é adepto a utilização do Metastock, WSA, o site www.tradezone.com.br disponibiliza sinal real time para utilização dos software acima, principalmente o metastock.

Um grande abraço e sucesso a todos

  





Crianças e ações tendem a ser uma combinação rentável

1 08 2007
Investir em ações para os filhos é recomendação comum entre os consultores financeiros. Ação é um investimento que costuma ter sucesso para aplicações de longo prazo, insistem os analistas, e tudo o que seu filho tem é o tempo a favor dele. Por isso, crianças e mercado de ações tendem a ser uma combinação rentável, mas não só pelos ganhos com a alta do mercado ou com o pagamento de dividendos das empresas.
Veja, por exemplo, o caso deste leitor: “Meu filho de dois anos tem em sua carteira apenas cinco papéis (Gerdau, Petrobras, Sadia, Bradesco e Marcopolo)”, diz. Antes que o filho completasse seu primeiro ano de vida, o leitor já havia aberto uma conta nem uma corretora com aplicação inicial de R$ 1 mil. Desde então, tem feito aplicações mensais de R$ 200 para distribuir nesta carteira. “Algumas vezes, imagino qual será o patrimônio dele com estas aplicações no longo prazo em ações, acredito que ele poderá ser quase um milionário com uns 20 anos”, prevê o leitor. Mas ele tem medo da influência que este dinheiro possa ter na formação do filho.
Aos 18 anos de idade, se a carteira tiver acumulado um rendimento médio de 8% ao ano, o menino sairá da adolescência com cerca de R$ 80 mil no bolso (os cálculos são do Valor Data). Mas se o ganho médio anual chegar a 12% (muito agressivo), os recursos vão somar quase R$ 120 mil. Sem dúvida um bom patrimônio para iniciar a vida adulta, mas longe de ser um milionário.
E, mesmo que chegasse a R$ 1 milhão, vale lembrar que esta será uma geração que não poderá cometer muitos erros com o dinheiro, pois vai viver muito, num mundo de poucos empregos e sem previdência oficial. Ou seja, mais importante do que construir essa reserva financeira para o filho, será ensiná-lo a manusear esses recursos. Caso contrário, você corre o risco de ver o trabalho de quase 20 anos ir simplesmente por água abaixo.
Afinal, aos 18 anos, prestes a ingressar na faculdade, seu filho pode olhar para essa pequena fortuna e planejar comprar um carro e morar sozinho, dois ralos que têm potencial para tragar os recursos em pouquíssimo tempo.
Assim, tão interessante quanto começar a comprar ações para seu filho é aproveitar esse investimento como um instrumento de educação financeira ao longo dos anos. O mercado de ações também é excelente nesse aspecto. Mostre ao seu filho as empresas das quais ele é sócio.
O que fazem essas empresas, como elas contribuem para a economia? Procure ter em carteira ações de empresas socialmente responsáveis, ou seja, que tenham uma política de relacionamento com o meio ambiente, com a comunidade e com seus funcionários. E também que seja uma empresa que tenha um sistema de governança corporativa. Esses são aspectos fundamentais, inclusive porque em investimentos de longuíssimo prazo, como é o caso das aplicações para seus filhos, eles funcionam como uma espécie de “hedge” (proteção) de que a empresa não vai desaparecer ao longo dos anos ou que o controlador da empresa (sócio do seu filho) não vai usar de artimanhas para tirar valor de suas ações.
Seu filho vai crescer se acostumando a ler notícias de jornais e ver quais os impactos em suas carteiras de investimento e vai se tornar um adulto bem informado e atento às questões do país e do mundo. Recentemente, numa entrevista ao “The Wall Street Journal”, Charles Schwab, dono de um bem-sucedido negócio de venda de produtos de investimento ao varejo, disse que uma das melhores medidas do governo americano tomadas nos últimos tempos foi estabelecer o registro automático de trabalhadores aos fundos 401K (uma espécie de PGBL dos americanos).
Essa medida, disse Schawb na entrevista, vai fazer com que uma nova geração, na faixa etária de 20 a 25 anos, se torne investidora. Seu otimismo vai além dos benefícios que a medida vai trazer para os seus próprios negócios. Ele diz que mais investidores significará cidadãos bem informados que passam a deter uma participação na engrenagem econômica do país. Para Schwab, uma pessoa passa a ser um cidadão melhor quando sabe que será pessoalmente beneficiada com o sucesso do país e das empresas.
Mara Luquet é editora da revista ValorInveste e autora do livro O Assunto é Dinheiro, escrito em parceria com o jornalista Carlos Alberto Sardenberg