Crianças e ações tendem a ser uma combinação rentável

1 08 2007
Investir em ações para os filhos é recomendação comum entre os consultores financeiros. Ação é um investimento que costuma ter sucesso para aplicações de longo prazo, insistem os analistas, e tudo o que seu filho tem é o tempo a favor dele. Por isso, crianças e mercado de ações tendem a ser uma combinação rentável, mas não só pelos ganhos com a alta do mercado ou com o pagamento de dividendos das empresas.
Veja, por exemplo, o caso deste leitor: “Meu filho de dois anos tem em sua carteira apenas cinco papéis (Gerdau, Petrobras, Sadia, Bradesco e Marcopolo)”, diz. Antes que o filho completasse seu primeiro ano de vida, o leitor já havia aberto uma conta nem uma corretora com aplicação inicial de R$ 1 mil. Desde então, tem feito aplicações mensais de R$ 200 para distribuir nesta carteira. “Algumas vezes, imagino qual será o patrimônio dele com estas aplicações no longo prazo em ações, acredito que ele poderá ser quase um milionário com uns 20 anos”, prevê o leitor. Mas ele tem medo da influência que este dinheiro possa ter na formação do filho.
Aos 18 anos de idade, se a carteira tiver acumulado um rendimento médio de 8% ao ano, o menino sairá da adolescência com cerca de R$ 80 mil no bolso (os cálculos são do Valor Data). Mas se o ganho médio anual chegar a 12% (muito agressivo), os recursos vão somar quase R$ 120 mil. Sem dúvida um bom patrimônio para iniciar a vida adulta, mas longe de ser um milionário.
E, mesmo que chegasse a R$ 1 milhão, vale lembrar que esta será uma geração que não poderá cometer muitos erros com o dinheiro, pois vai viver muito, num mundo de poucos empregos e sem previdência oficial. Ou seja, mais importante do que construir essa reserva financeira para o filho, será ensiná-lo a manusear esses recursos. Caso contrário, você corre o risco de ver o trabalho de quase 20 anos ir simplesmente por água abaixo.
Afinal, aos 18 anos, prestes a ingressar na faculdade, seu filho pode olhar para essa pequena fortuna e planejar comprar um carro e morar sozinho, dois ralos que têm potencial para tragar os recursos em pouquíssimo tempo.
Assim, tão interessante quanto começar a comprar ações para seu filho é aproveitar esse investimento como um instrumento de educação financeira ao longo dos anos. O mercado de ações também é excelente nesse aspecto. Mostre ao seu filho as empresas das quais ele é sócio.
O que fazem essas empresas, como elas contribuem para a economia? Procure ter em carteira ações de empresas socialmente responsáveis, ou seja, que tenham uma política de relacionamento com o meio ambiente, com a comunidade e com seus funcionários. E também que seja uma empresa que tenha um sistema de governança corporativa. Esses são aspectos fundamentais, inclusive porque em investimentos de longuíssimo prazo, como é o caso das aplicações para seus filhos, eles funcionam como uma espécie de “hedge” (proteção) de que a empresa não vai desaparecer ao longo dos anos ou que o controlador da empresa (sócio do seu filho) não vai usar de artimanhas para tirar valor de suas ações.
Seu filho vai crescer se acostumando a ler notícias de jornais e ver quais os impactos em suas carteiras de investimento e vai se tornar um adulto bem informado e atento às questões do país e do mundo. Recentemente, numa entrevista ao “The Wall Street Journal”, Charles Schwab, dono de um bem-sucedido negócio de venda de produtos de investimento ao varejo, disse que uma das melhores medidas do governo americano tomadas nos últimos tempos foi estabelecer o registro automático de trabalhadores aos fundos 401K (uma espécie de PGBL dos americanos).
Essa medida, disse Schawb na entrevista, vai fazer com que uma nova geração, na faixa etária de 20 a 25 anos, se torne investidora. Seu otimismo vai além dos benefícios que a medida vai trazer para os seus próprios negócios. Ele diz que mais investidores significará cidadãos bem informados que passam a deter uma participação na engrenagem econômica do país. Para Schwab, uma pessoa passa a ser um cidadão melhor quando sabe que será pessoalmente beneficiada com o sucesso do país e das empresas.
Mara Luquet é editora da revista ValorInveste e autora do livro O Assunto é Dinheiro, escrito em parceria com o jornalista Carlos Alberto Sardenberg




O QUE É O RISCO PAÍS ?

18 07 2007

Sempre escutamos o pessoal dizer que o Risco País ou Risco Brasil é isso  ou é aquilo, e muitas vezes não sabemos o que realmente se trata então para quem queira saber um pouco mais segue a reportagem abaixo.

Boa leitura

O que é o risco país?

            A expressão “risco país” entrou para a linguagem cotidiana do noticiário econômico, principalmente em países que vivem em clima de instabilidade, como o Brasil e a Argentina. O “risco país” é um indicador que tenta determinar o grau de instabilidade econômica de cada país. Desta forma, se tornou decisivo para o futuro imediato dos países emergentes. A seguir, estão enumerados alguns pontos básicos que facilitam o entendimento desse conceito, que vem tendo cada vez mais destaque.

O que é exatamente o risco país?

            O risco país é um índice denominado Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+) e mede o grau de “perigo” que um país representa para o investidor estrangeiro.
            Este indicador se concentra nos países emergentes. Na América Latina, os índices mais significativos são aqueles relativos às três maiores economias da região: Brasil, México e Argentina.
            Dados comparativos de outros países – como Rússia, Bulgária, Marrocos, Nigéria, Filipinas, Polônia, África do Sul, Malásia e outros – também são considerados no cálculo dos índices.

Quem é responsável pelo cálculo do índice?

            O risco país é calculado por agências de classificação de risco e bancos de investimentos. O banco de investimentos americano J. P. Morgan, que possui filiais em diversos países latino-americanos, foi o primeiro a fazer essa classificação.

Que variáveis econômicas e financeiras são consideradas no cálculo do índice?

            O J. P. Morgan analisa o rendimento dos instrumentos da dívida de um determinado país, principalmente o valor (taxa de juros) com o qual o país pretende remunerar os aplicadores em bônus, representativos da dívida pública.

            Tecnicamente falando, o risco país é a sobretaxa de se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do Tesouro dos Estados Unidos, país considerado o mais solvente do mundo, ou seja, o de menor risco para um aplicador não receber o dinheiro investido acrescido dos juros prometidos.

Como se determina essa sobretaxa?

            Entre outros, são avaliados, principalmente, aspectos como o nível do déficit fiscal, as turbulências políticas, o crescimento da economia e a relação entre arrecadação e a dívida de um país.

Como se expressa o risco país?

            Em pontos básicos. Sua conversão é simples: 100 unidades equivalem a uma sobretaxa de 1%.

Concretamente, o que significa este índice para os investidores?

            É um orientador. O risco país indica ao investidor que o preço de se arriscar a fazer negócios em um determinado país é mais ou menos elevado.

            Quanto maior for o risco, menor será a capacidade do país de atrair investimentos estrangeiros. Para tornar o investimento atraente, o país tem que elevar as taxas de juros que remuneram os títulos representativos da dívida.

E quais os efeitos para a economia ter o país classificado como “risco perigoso”?

            As principais conseqüências são um retração do fluxo de investimentos estrangeiros e um menor crescimento econômico, o que acaba acarretando um aumento do desemprego e salários menores para a população.





COMPARATIVO

18 07 2007

Vejam os gráficos abaixo,  é um comparativo entre o crescimento da Bovespa, Dow Jones e as ADRS da Petro4 (PBR.A) e Vale5 (RIO), notem que a valorização da RIO é que está fazendo essa alta da Vale5 e sem sinalizações de reversão, bem como a defasagem do crescimento entre a DJ e Bovespa, e em relação a petro4 realmente algo possa estar para acontecer.

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Os feiticeiros do Mercado – Larry Hite

8 07 2007

Larry Hite é o exemplo do indivíduo que levou algum tempo a descobrir qual era o seu verdadeiro interesse – mercados financeiros. Antes de fazer do trading o seu sustento, desempenhou inúmeras profissões, desde ator a argumentista. Certo dia, ouviu H. L Hunt a explicar, em um programa de rádio, como havia feito a sua fortuna comprando opções de compra. A escolha de opções como instrumento financeiro possibiliva a obtenção de avultados lucros, com risco mínimo. Nessa mesma noite, Hite conheceu Brian Epstein, o “manager” dos Beatles. Ao lembrar-se das declarações de Hunt, Hite deu consigo a pensar: “Aqui está uma profissão (empresário de grupos de música), que tem potencia de gerar muito dinheiro com investimento mínimo.” A partir daí dedicou-se a esta profissão, mas mais uma vez, o seu sucesso foi limitado.

A pergunta que ocorre imediatamente é: “Como é que um ator-argumentista-empresário de bandas acaba como trader?” O seu interesse pelos mercados financeiros nasceu na universidade. Um dos seus professores apresentava em certa aula, os diversos instrumentos financeiros. Depois de falar dos mercados acionista , introduziu o mercado de futuros da seguinte forma: «Bem, agora chegamos ao mercado mais louco de todos – o mercado de “commodities” (na altura sinonimo de mercado de futuros) – é “constituído” por pessoas que pagam 5% (as margens) do valor do ativo e a maior parte dessas pessoas pede dinheiro emprestado para o fazer.» Ao contrário da maioria dos seus colegas, Hite não se riu após esta frase e achou que a ideia fazia todo sentido. Em 1968, depois de anos a saltar de carreira em carreira, decidiu dedicar-se à transação de futuros. No entanto, nada sabia sobre mercados financeiros e decidiu começar como corretor. Logo na primeira entrevista de emprego, deparou-se com um interlocutor que declarou que a firma só comprava “blue chips”. Na altura não estava familiarizado com o conceito, mas quando soube que se tratava da mais cara ficha do casino de Monte Carlo e que se atribuía esse nome às ações das mais sólidas empresas, deitou fora o livro “Principles of Security Analysis” (considerado por muitos a bíblia do analista de ações) e comprou “Beat the Dealer”. Ficou, desde então, com a ideia que o investimento com sucesso era apenas uma questão de probabilidades e que se fosse possível descobrir essa probabilidade, poder-se-iam encontrar métodos de bater o mercado. De acordo com o entrevistado, isto acontece porque os mercados são ineficientes. Ironicamente, Hite afirma que toda a gente que conhece que acredita no contrário, é pobre.

Este excepcional trader acredita piamente no trading computorizado e confia plenamente no sistema que desenvolveu. Confrontado com perguntas do genero “Não é chato estar à espera dos sinais?”, responde simplesmente “Não transaciono por excitação, transaciono para ganhar”. Larry Hite é um trader que privilegia a gestão do risco e não a gestão de ativos, isto é, não importa qual o mercado que está a transacionar, mas sim o risco. É indiferente transacionar café, petróleo, ouro, ações, milho, câmbios ou carne de porco; Hite apenas transacciona dinheiro, não mercados. As principais regras pelas quais se rege e cumpre sempre são:

1 – Respeitar sem qualquer dúvida os sinais do sistema de trading e apenas arriscar perder 1% do dinheiro investido (i.e. coloca a stop de proteção a 1% do preço de compra). Ao arriscar 1%, Hite fica indiferente a qualquer transação individualmente.

2 – Nunca ir contra a tendência.

3 – Diversificar, quer em termos geográficos, quer em termos de ativos transacionados, quer em termos de período (usar diferentes sistemas conforme a perspectiva temporal do investimento).

4- Nunca transacionar em mercados muito voláteis.

Hite resume a sua postura utilizando uma analogia com um semáforo:
Sinal verde: todos os sinais são transformados em transações;
Sinal amarelo: liquidam-se algumas posições de acordo com os sinais, mas não se abrem novas posições;
Sinal vermelho: liquidam-se automaticamente todas as posições e não se abrem novas posições.

Hite ilustra com um exemplo: Em 1986, quando o café subiu de 1.30 para 2.80 dólares/bushell e recuou novamente para 1 dólar, Hite liquidou a sua posição longa durante a subida do preço quando o bushell de café cotava nos 1.70 dólares e ficou fora do mercado o resto da subida e toda a descida do preço. Apesar de ter perdido algum lucro adicional, estar fora do mercado em situações análogas, permitiu que a sua empresa, a Mint Investment Management Company, mantivesse um apertado controle do seu risco. Esta postura avessa ao risco, permitiu que a Mint registasse entre Abril de 1981 e Junho de 1988 um retorno médio anual superior a 30% (+13% no mínimo e +60% no máximo). A maior perda num período de 6 meses (qualquer) foi de 15% e a sua maior perda num período de 12 meses (qualquer) foi de apenas 1%. Em termos absolutos, a Mint iniciou a gestão de um fundo de futuros com 2 milhões de dólares. Sabemos hoje que este fundo chegou a ultrapassar os mil milhões de dólares. Hite acredita que é essencial respeitar o risco e nunca ir contra o mercado. Conta duas histórias sobre pessoas que conheceu que não o fizeram e que se arrependeram. Tinha um amigo que conseguiu fazer uma fortuna como arbitragista e que comprou um palácio em Inglaterra. A partir de então instalou-se e dedicou-se ao trading, tendo desenvolvido um sistema. Certo dia, em uma conversa com Hite afirmou: “O meu sistema de trading indicou  um sinal de venda em ouro, mas não me parece correto e não vou respeitá-lo; de qualquer forma, metade dos sinais que o sistema dá estão errados, portanto…”. Hite instou-o a encerrar a posição, o que não fez, tendo até incrementado a posição longa. Perdeu tudo o que tinha ganho e nunca mais transacionou na vida. Outro exemplo do perigo que há em não respeitar os sinais é o de um primo. Esse primo transformou 5,000 dólares em 100,000 dólares a transacionar opções. Hite perguntou-lhe, certo dia, como tinha conseguido. “É muito fácil”, respondeu, “compro uma opção e quando sobe vou incrementado a posição. Se o preço baixar, só liquido a posição quando volta ao preço original”. Hite respondeu-lhe que a sua estratégia não iria resultar no longo prazo. Tinha razão…

 





AGENDA DO INVESTIDOR

1 07 2007

Pessoal visitem o link abaixo para verificar a agenda para a próxima semana

http://web.infomoney.com.br/investimentos/acoes/agenda/





A Educação Financeira – Para Crianças

10 06 2007

Amigos Leitores, preocupado com a educação financeira para crianças, mesmo porque eu também sou pai, comecei a pesquisar diversos sites onde pudessem me proporcionar uma leitura agradável e também que me auxiliassem em algumas literaturas infantil, voltada para crianças entre 05 e 10 anos, e encontrei o site do Álvaro Modernell – http://www.edufinanceira.com.br – onde disponibiliza diversas reportagens sobre como poupar e como ensinar as crianças nesse difícil e árduo caminho, eu recomendo, mesmo porque o Álvaro é uma pessoa muito acessível e com uma boa vontade de ajudar.

 Um abraço e sucesso a todos.